sexta-feira, 11 de abril de 2014

Plenária do Movimento Mulheres em Luta no Maranhão

O Movimento Mulheres em Luta do Maranhão realizará mais uma plenária, dessa vez para discutir a violência contra a mulher no  Estado e pensar em iniciativas. Será quarta-feira dia 16 de abril às 17h30 no Sindicato dos Bancários do Maranhão, no centro de São Luís - Maranhão

Venha, participe! Só com muita organização e mobilização podemos combater o machismo e a exploração.

Chega de Estupros e Mortes! Merecemos uma vida sem Violência!

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Participe!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Alfinetada no governo do estado, faz com que metrô lance campanha contra o assédio de mulheres!


Marcela Azevedo – Executiva Nacional do MML


O movimento mulheres em luta lançou a campanha “Não me encoxa, que eu não te furo”, em resposta a propaganda do Metrô e governo de São Paulo, veiculada na rádio Transamérica, na qual se afirmava que trem lotado era bom para “xavecar” mulheres. A entrega de alfinetes e material explicando a política do MML para o combate a violência contra as mulheres ganhou a simpatia das jovens e trabalhadoras que dependem do transporte público para se deslocar, além de ter uma repercussão rápida e intensa na mídia.

Campanha do MML: "Não me encoxa que eu não te furo!"


Infelizmente esse tema não é apropriado para piadas, como tentou justificar a empresa responsável pela propaganda citada acima. Somente em São Paulo já foram presos 17 homens este ano acusados de “encoxar” mulheres nos vagões, muitos desses casos chegaram ao extremo de estupro, sendo que há até uma pagina nas redes sociais com mais de 12 mil seguidores onde esse tipo de violência é incentivado.
Após a repercussão negativa da propaganda financiada pelo Metrô e da campanha de denúncia do MML acerca dessa situação, a mídia do metrô iniciou uma campanha na última sexta-feira contra o abuso sexual de mulheres, através de cartazes, comerciais e informativos aponta que tem 1000 seguranças treinados, disponibiliza um telefone e um espaço no site da companhia para denunciar tais casos.

Imagem da Campanha do Metrô de São Paulo

Não há dúvidas de que essa campanha do metrô foi uma vitória arrancada pela pressão do movimento. Contudo é necessário avançar em medidas mais contundentes para garantir a segurança das mulheres. Nós do Movimento Mulheres em Luta defendemos os vagões exclusivos para mulheres, como uma medida pontual, mas imediata, para evitar que as mulheres sejam violentadas. Defendemos mais investimentos nas políticas de combate a violência contra a mulher, uma vez que o Governo Dilma vem fazendo cortes significativos no orçamento dessa área.
Outro elemento fundamental é o investimento do governo do Estado na melhoria do transporte público. Homens e mulheres trabalhadoras são cotidianamente humilhados e desrespeitados quando vão ao trabalho ou voltam para casa, contudo para as mulheres essa situação é ainda mais desesperadora porque além do cansaço e do estresse que enfrentam no transporte coletivo, precisam se preocupar com o constrangimento e a agressão do abuso sexual. É bem verdade que vagão lotado não é justificativa para “encoxadores”, mas é um espaço que favorece esse tipo de prática.
A entrega dos alfinetes vão continuar, não porque achamos que vai resolver o problema, e sim porque queremos chamar a atenção das mulheres e dos homens para lutarem conosco para combater qualquer forma de violência contra as mulheres e para exigir dos governos uma política ampla e responsável nessa área.  

terça-feira, 8 de abril de 2014

CARTILHA "CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER TRABALHADORA"

É com muita alegria que anunciamos que estão prontas as cartilhas do Movimento Mulheres em Luta! Dessa vez o tema é "Violência Contra a Mulher", um material muito bom elaborado com base em pesquisa e análise dos dados recentes e nacionais feita pelo Ilaese. Nela estão estatísticas da violência, informações, análise do investimento público para combate, aplicação da Lei Maria da Penha e muito mais!

No Encontro Unificado de Lutas realizado em março apresentamos para lutadoras e lutadores de todo o país essa importante ferramenta para entendermos a violência machista que atinge metade da nossa classe diariamente e melhor nos armarmos para combatê-la. Agora é a vez do lançamento nos estados!

Amanhã, dia 9 de abril as companheiras de Curitiba, junto com o Sinditest, a ANEL e a CSP Conlutas,  realizarão o lançamento da cartilha do MML no Paraná.

Acompanhe pela nossa página do facebook e pelo nosso blog os lançamentos em cada estado: 


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Campanha contra assédio no transporte lotado

Hoje pela manhã o Movimento Mulheres em Luta realizou uma panfletagem às 7h da manhã na estação Capão Redondo do metrô, na zona sul de São Paulo. Na panfletagem foi distribuído um panfletinho do MML com a frase "Não me encoxa que eu não te furo" e um alfinete de costura.
Essa iniciativa é uma denúncia do caos em que se encontra o transporte público de São Paulo e de todo o assédio que nós mulheres enfrentamos diariamente na superlotação dos ônibus, trens e metrôs.  As mulheres trabalhadoras são as que mais sofrem com isso pois são as que utilizam o transporte público. O governador Geraldo Alckmin não faz absolutamente nada para dar um basta a essa violência que milhares de mulheres sofrem todos os dias.
A nossa campanha também é uma denúncia à propaganda do Metrô-SP de do Governo de São Paulo que foi veiculada na rádio transamérica, onde o personagem dizia que metrô lotado é bom para "xavecar a mulherada". Fato que denunciamos semana passada.
Nós mulheres temos o direito de nos defender dos encoxadores! Chega de assédio sexual no transporte público. Nenhuma de nós merece passar por isso!
A campanha está tendo muita repercussão e hoje a Janaína, professora e militante do MML-SP vai falar um pouco mais sobre as 19h30 no SBT.



quinta-feira, 3 de abril de 2014

"NÃO ME ENCOXA QUE EU NÃO TE FURO"


Chega, não aguentamos mais tanta violência diariamente!
O primeiro responsável por essa situação é o governo do Estado que não dá condições dignas de transporte para a população. Em segundo lugar, é necessária também, a educação e coação no próprio transporte público.
Ausentes todas essas medidas, em meio ao caos e situação de barbárie, nossa obrigação é assegurar o direito de autodefesa das mulheres.
O Movimento Mulheres em Luta de São Paulo vai panfletar alfinete amanhã, dia 4 de abril às 7h na estação Capão Redondo do metrô. Vamos denunciar a violência e o assédio às mulheres nos transportes públicos e para exigir do Metrô e do governo do estado que façam uma campanha de conscientização e combate aos assédios!
Esse é apenas uma das várias iniciativas que estamos tendo e convidamos todas que quiserem, a virem construir conosco essa e outras intervenções e atividades.



PELA MEMÓRIA E JUSTIÇA DOS QUE LUTARAM NO PASSADO! PELO DIREITO DOS QUE LUTAM NO PRESENTE!

Ao longo dessa semana está sendo amplamente divulgada a data em que se completam 50 anos de um dos episódios mais nefastos da história do nosso país. Hoje, 1º de abril de 2014 fazem 50 anos do golpe militar que instaurou uma cruel ditadura no Brasil. 
É uma semana não apenas para lembrar, mas também para exigir justiça pois não foram poucos os lutadores que foram brutalmente perseguidos, presos, torturados e assassinados pelo estado brasileiro. Entre esses centenas de lutadores estavam muitas mulheres, abnegadas e aguerridas que dedicaram suas vidas para que pudéssemos ter garantido um dos direitos mais elementares: o direito de questionar a realidade e de lutar por um mundo melhor.
Nessa semana nós do Movimento Mulheres em Luta, gostaríamos de reivindicar a memória dessas guerreiras. Mas não basta reivindicar a memória dessas companheiras, é preciso ir além e exigir que de fato seja feita justiça. Sem justiça a memória fica incompleta. Que a luta delas não tenha sido em vão! Que todos os que tiveram suas mãos sujas com o sangue delas paguem pelos seus crimes.
Também é importante lembrar que jovens lutadores do presente, dos dias de hoje,

 estão sendo reprimidos. Desde as jornadas de junho, até os atos que questionam as injustiças da copa, centenas de jovens de todo o país estão sendo indiciados. Não podemos permitir que jovens sonhadores e lutadores sejam reprimidos por se mobilizarem para lutar contra as injustiças desse país! Também não podemos permitir que seja posta em prática essa Lei da Copa, que vem sendo chamada pelos movimentos sociais de “AI-5 da FIFA”, pois tem como objetivo criminalizar todos aqueles que ousarem lutar durante a realização da copa do mundo.
Chamam nossos jovens de terroristas, não podemos permitir.
Pela memória e justiça dos que lutaram no passado e pelo direito dos que lutam no presente é que o Movimento Mulheres em Luta também carrega esta bandeira!



CHEGA DE ASSÉDIO SEXUAL NO TRANSPORTE LOTADO!



Nas últimas semanas foi veiculada na rádio Transamérica uma escandalosa propaganda do governo de São Paulo sobre o investimento em transporte sobre trilhos. Na propaganda um personagem chamado “Gavião” faz uma caricatura grotesca sobre a suposta forma de falar dos trabalhadores usuários do transporte público e, indo além, diz que superlotação é normal e termina fazendo apologia ao estupro e assédio sexual.

O transporte público de São Paulo é caótico, situação que se repete em todo o país. As tarifas são caras e o transporte não é de qualidade. Os ônibus, trens e metrôs são superlotados. E na superlotação quem mais sofre são as mulheres que diariamente são assediadas e estupradas. Só no ano de 2014 já aconteceram dezenas de casos e o governo além de ser omisso e conivente em relação à situação de extrema violência cotidiana às mulheres no superlotado transporte público, agora parte para a veiculação de uma propaganda que incentiva a violência sexual.

O Governo de São Paulo não faz absolutamente nada para combater a violência que nós mulheres sofremos diariamente nos transportes públicos lotados e ainda se justifica num meio de comunicação com uma propaganda que incentiva essa prática! No último dia 17 uma mulher foi violentada por um homem que tentou arrancar as calças dela. Não conseguindo, baixou as próprias calças, pôs o pênis para fora e ejaculou nas pernas da vítima. Isso tudo dentro do trem. Infelizmente esse não é o único caso. É isso que a propaganda do Metrô e Governo de São Paulo diz que é normal, um ponto positivo da superlotação. É esse tipo de situação que eles estão estimulando!

A superlotação não é um fenômeno isolado, ocorre porque há poucas linhas. Que inclusive estão sendo cortadas pela prefeitura do Haddad na cidade de São Paulo. A propaganda mente ao dizer que superlotação é algo normal inclusive em grandes metrópoles. Nenhum metrô que sirva de referência no mundo inteiro tem linhas que funcionam como troncos coletores, cobrindo só grandes eixos da cidade (Norte-Sul, Leste-Oeste, Sudeste-Centro). E sim com linhas que atendam com mais capilaridade os bairros, multiplicando opções de caminho e conexão. Essa falta de linhas e o atraso nas entregas das estações é resultado direto da falta de investimento e da escolha por privatizar as linhas de expansão. É importante lembrar também que esse mesmo governo do estado, do PSDB, é um dos principais culpados pela superlotação que enfrentamos cotidianamente nos trens e metrô pois desviaram por décadas dinheiro dos cofres públicos, no escândalo conhecido ano passado como “propinoduto”. Formação de cartéis e fraudes em 11 contratos de licitações do governo paulista ao longo de três gestões do PSDB: Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Dinheiro que deveria ser investido no transporte público, mas que foi roubado para engordar o bolso de governantes e empresários.

O que nós mulheres estamos vendo nessa propaganda escandalosa é a naturalização e a banalização da violência que sofremos. A ridicularização da dor de ser apalpada, fotografada, encoxada, assediada e estuprada. Essa propaganda também romantiza o machismo. Ao personagem dizer que conheceu a “Giscreusa” xavecando no metrô lotado, a mensagem que fica é de que é possível um romance numa situação como essa. De que na verdade os assédios são normais, uma inocente paquera que pode abrir possibilidades de relações posteriores. Na verdade é uma brutal violação do corpo das mulheres e uma naturalização de toda a opressão que existe na nossa sociedade.
Somente bem pouco tempo atrás, foi retirada do ar uma comunidade do facebook intitulada “Encoxadores e Encoxadoras”. Nessa comunidade eram compartilhados relatos de “encoxadas” e fotos de decotes ou retiradas por baixo das saias das mulheres, vídeos de homens encostando, apalpando e se esfregando nas mulheres vítimas do machismo e da superlotação do transporte público. Essa não é a única página do tipo em redes sociais, são inúmeras e absolutamente nada é feito em relação a elas. Muitos agressores se referem a elas como “inspiração” para seus atos. Se tem uma coisa que não acontece na superlotação é paquera. O que acontece é violência contra as mulheres! Desde 2010 o Sindicato dos metroviários de São Paulo tem uma campanha contra o assédio e violência a mulher. A campanha foi motivada pela luta contra o quadro do programa zorra total da rede globo, onde uma personagem dizia para a outra que, por ser feia, deveria aproveitar o assédio que estava sofrendo no transporte público lotado.

Esse cenário de violência contra as mulheres e falta de compromisso dos governos no combate não se restringe apenas ao estado de São Paulo. É uma realidade nacional. Os casos não param de aumentar: o Brasil ocupa o 7º lugar no ranking de feminicídios, aqui morrem 15 mulheres por dia. A cada 2 minutos, cinco mulheres são espancadas. Em 2012, mais de 50 mil casos de estupros foram registrados. E em toda essa gravíssima realidade, se somarmos o valor que foi investido nos últimos 10 anos de governo do PT e dividirmos pelo total de mulheres no país o que teremos é a vergonhosa cifra de 0,26 centavos em média anual por mulher para se combater a violência. As respostas dadas desde os governos municipais, passando pelos estaduais até o federal, para combater esse cenário absurdo de violência nem de longe são suficientes.

Exigimos resposta do Metrô de São Paulo e do governador Geraldo Alckmin e também um posicionamento do prefeito Haddad e da Presidenta Dilma! Viver sem violência é um direito nosso! E os governos têm que garantir esse direito!

- Basta de violência nos transportes públicos lotados! Punição aos agressores!

- Imediata campanha dos governos municipal, estadual e federal contra o assédio
e abuso sexual!


- Vagão exclusivo para mulheres e proporcional ao número de usuárias.


- Investimento de 2% do PIB no transporte público!

-Transporte público 24h e iluminação dos pontos de ônibus,
garantindo segurança para as mulheres!

Obs: Depois de toda a repercussão e denúncias que estão sendo feitas, tanto a diretoria do metrô como o Governo tentam abafar o caso, retirando os links do ar e não dão explicações sobre o ocorrido. Nós fizemos uma transcrição da propaganda bizarra e disponibilizamos aqui na íntegra:

“Transamérica! 5 e 50, Esse é o papo de craque segunda edição aqui pela transamérica e o metrô tem uma mensagem especial pra você!:

E aí galera? Quem tá falando aqui é o Gavião! Quero falar com você, que vive na correria pra lá e pra cá. Cê sabia que o governo do estado de São Paulo tá investindo pesado no transporte sobre trilho? Se você juntar hoje metrô e cptm, transportam todo dia 7 milhão e meio de passageiro. É gente pra caramba hein?! E olha que ainda tem 7 obra que tão em andamento que vão aumentar e deixar mais moderno os trem e as estação. Nos horário de pico é normal trem e metrô ficá lotado. É assim também nas grande metrópole espalhada pelo mundo. Pra falar verdade até gosto do trem lotado, é bom pra xavecar a mulherada né mano! Foi assim que conheci a Giscreusa! Muito já foi feito e o governo sabe que ainda tem muito pra fazer. Governo do Estado de São Paulo.

Transamérica!”

Áudio da propaganda: http://poderonline.ig.com.br/wp-content/uploads/2014/03/Transamerica_17-02-2014-as-17h50mPapo-de-Craque.mp3

Áudio também nesse link: Áudio nesse link:https://www.youtube.com/watch?v=EiHFEbkH7F0&feature=youtu.be