segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vídeo sobre a Campanha Nacional de Combate à Violência

Em 25 de novembro de 2013 o MML lançou em todo o país a Campanha Nacional de Combate a Violência à Mulher Trabalhadora. De lá pra cá muita coisa foi feita para avançar na luta contra a violência machista. No  Seminário Nacional do MML foi apresentado esse vídeo de retrospectiva da Campanha, das iniciativas feitas e participação nos principais processos de luta do Brasil. Pois a luta contra a opressão é parte da luta da classe trabalhadora. O Movimento Mulheres em Luta está nas greves e nas lutas combatendo o machismo, a violência e a exploração!


No link abaixo é possível assistir o vídeo:




O Vídeo também é uma homenagem à nossa companheira Sandra Fernandes, militante do MML e dirigente sindical que foi assassinada junto com o seu filho Icauã pelo namorado dela. Sandra era uma guerreira, uma lutadora da classe trabalhadora que foi vitimada pelo machismo. A Nossa campanha contra a Violência é dedicada à ela. No final de semana de realização do Seminário completaram-se seis meses da morte deles.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Novas informações sobre o Seminário Nacional

Mulheres em Luta de todo o país, está chegando o nosso Seminário Nacional! Nesse fim de semana dias 16 e 17 de agosto vamos nos reunir em São Paulo para debater a nossa participação nas Greves e Mobilizações que sacodem o país, os próximos passos da Campanha Nacional Contra a Violência e a Elaboração do Estatuto do nosso Movimento.

Para realizar um Seminário bem organizado e que nos arme para os próximos meses é fundamental que nos preparemos da melhor forma possível. Nesse sentido aqui estão algumas orientações para auxiliar as participantes.


1 - O Local Mudou!!!  Devido a problemas de manutenção na Apeoesp o seminário não poderá mais ser realizado lá. Será no Sinsprev, Rua Antônio Godoy, nº88, 2º andar, próximo ao metrô São Bento. Centro de São Paulo - SP. É bem fácil de chegar, fica entre a região da 25 de março e a Santa Ifigênia. 



2 - O prazo de inscrição foi prorrogado até essa terça feira dia 12 de agosto. Isso vale tanto para a inscrição individual de cada participante como também para o envio de textos e inscrição dos painéis. Para fazer a inscrição é só entrar nesse endereço na internet:

Baixar esse formulário no  computador ou copira as informações dele e colar no word. Preencher no word e salvar as alterações. Pagar a taxa de inscrição (PAGAMENTO DA TAXA POR DEPÓSITO: C.C: 10930-4,  AG: 4223-4 Banco do Brasil  csp-conlutas nacional)Scanear comprovante, ou tirar uma foto onde seja possível ler os dados.  Enviar essa cópia do comprovante de pagamento junto com a ficha  de inscrição preenchida como anexo para o e-mail mulheres.emluta.csp.conlutas@gmail.com

É muito importante que todo mundo faça logo sua inscrição.



3- Materiais:  Podem trazer panfletos, revistas, e demais materiais dos seus respectivos sindicatos e entidades. É legal para troca de informações entre as participantes. Os Painéis também são muito importantes, são eles que vão contar para todas as participantes as iniciativas e percursos do MML de cada estado, cidade, entidade.  Os textos de colaboração para acúmulo das discussões também são muito importantes. Eles ajudam a aprofundar previamente as discussões que serão feitas no seminário - os temas da Campanha Nacional de Combate à Violência e Estatuto do MML. É fundamental que todas as participantes tenham contato com eles antes, por isso eles precisam ser enviados para serem publicados a tempo.

4-Alimentação e alojamento: É importante lembrar que são de inteira responsabilidade de cada participante. O evento não disponibilizará alimentação e alojamento. Na região do centro de São Paulo, onde fica o local do seminário, tem muitos hotéis, pousadas, albergues bem como linhas de trem, metrô, ônibus e lanchonetes e restaurantes.

5-Creche: Quem precisa de creche precisa destacar isso na ficha de inscrição. Também precisa trazer roupinhas, lanchinhos, remédios e toda e qualquer coisa que seja necessária para o cuidado da criança durante as atividades do seminário. A creche inicia junto com o início das atividades do seminário. No horário do almoço a mãe deverá pegar a criança e alimentá-la e no retorno das atividades novamente deixá-la na creche. Se houver algum brinquedo que seja importante para a criança e ajude a ficar calma e feliz, também é uma boa ideia trazê-lo.

6-Clima de São Paulo: Estamos no inverno. Por mais que as vezes a temperatura oscile e faça sol, é importante que todas tragam agasalhos para usar caso o tempo esfrie.


Para mais informações seguem os seguintes canais de comunicação do Movimento Mulheres em Luta




quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Movimento Mulheres em Luta participa do Encontro Nacional de Educação

Nos dias 08, 09 e 10 de agosto, Encontro Nacional de Educação no Rio de Janeiro reúne trabalhadores e jovens na discussão e luta por outro projeto de educação no país. As força das mulheres trabalhadoras se fará presente

Em nosso país, a maior dificuldade para as mulheres trabalhadoras conseguirem emprego, ou manterem-se nele, é a falta de vagas em creches públicas. Apenas 18% das crianças de 0 a 3 anos tem acesso às creches no Brasil.

Em sua campanha eleitoral de 2010, a presidente Dilma Roussef prometeu a construção de mais de 6000 novas creches até 2014. Até agora, apenas 7% dessa promessa foi cumprida. Enquanto isso, as mulheres trabalhadoras amargam a dura dificuldade de combinar o trabalho com o cuidado e educação dos filhos.

Mais de 40% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, o que torna crucial a atenção e investimento do governo na construção de novas creches. Mas infelizmente, não foi isso que ocorreu ao longo de todo o mandato da primeira mulher a presidir o país.

Isso ocorreu, porque ao longo desses anos, Dilma priorizou o pagamento da dívida pública, destinando mais de 40% do orçamento do país para o bolso dos banqueiros. Enquanto isso, a Educação, uma área tão importante para o desenvolvimento do país e melhoria das condições de vida do povo brasileiro, recebeu pouco mais de 4% do orçamento da União.

- 10% do PIB para a Educação Pública Já!
- Creches em período integral, públicas, gratuita e de qualidade!

Por uma Educação “padrão FIFA”! Chega de privatização!
O Plano Nacional de Educação aprovado neste ano toma como estratégia de Educação os programas como REUNI, PROUNI, FIES e PRONATEC, projetos baseados na transferência de recursos públicos para o setor privado e em uma expansão sem garantia de verbas. Essa estratégia é concretizada pelo projeto de financiamento, segundo o novo Plano Nacional de Educação: uma política de destinação do dinheiro público para as empresas privadas, que comercializam serviços na área do ensino. Nesse sentido, os 10% do PIB aprovados para o financiamento na educação não serão exclusivamente destinados para a rede de ensino pública.

De acordo com o PNE aprovado, o investimento na educação será ampliado progressivamente: um mínimo de 7% do PIB no quinto ano de vigência da lei, e 10% do PIB ao fim do período de dez anos. Ou seja, a aplicação, além de não ser exclusiva para a educação pública, será gradual. Em um país com o déficit educacional que vivenciamos, essa forma de financiamento é extremamente insuficiente.

Além disso, a Educação Infantil é privatizada, segundo o novo PNE, pois o texto final aponta que os recursos também serão utilizados para financiar a educação infantil em creches conveniadas, modelo distante do que os movimentos de mulheres trabalhadoras defendem, e também distante do modelo do antigo PNE, que previa a estratégia de ampliação de creches públicas, gratuitas, estatais e de qualidade.

A juventude e os trabalhadores foram para as ruas em 2013 reivindicar a melhoria dos serviços públicos em geral e denunciaram as injustiças cometidas pelos governos que investiram na construção de estádios para a Copa do Mundo, mas não investem o suficiente na educação pública.

A aprovação do PNE vai à contramão dessas reivindicações. Por isso, os movimentos sociais e toda a juventude e trabalhadores que foram para as ruas tem que repudiar este projeto e fortalecer a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade pata todos e todas.


Por isso, a importância do Encontro Nacional de Educação, que reúne ativistas de todo o país, trabalhadores e estudantes, na batalha pela construção de um projeto educacional pautado no investimento público e na responsabilização do Estado com este serviço tão importante ao desenvolvimento social do país.