segunda-feira, 21 de julho de 2014

REUNIÃO DE ORGANIZAÇÃO DO SEMINÁRIO NACIONAL DO MML

Nessa terça feira acontecerá em São Paulo a primeira reunião aberta de organização do Seminário Nacional do MML que será realizado nos dias 16 e 17 de agosto na cidade de São Paulo. Convidamos as companheiras das Executivas Nacional e Estadual, bem como dos movimentos populares, sindicatos, oposições, entidades estudantis e demais interessadas em fazer parte a se somarem conosco. Será as 16h30 na sede da CSP Conlutas Nacional.



sábado, 19 de julho de 2014

O vagão exclusivo em SP sob uma perspectiva feminista classista

Nos últimos dias está em destaque o debate sobre o tema da implantação dos vagões exclusivos para mulheres no metrô de São Paulo. Desde o ano passado o MML se posicionou favorável a essa política, posicionamento este que foi votado no 1º Encontro Nacional do MML composto por mais de 2000 mulheres trabalhadoras e da juventude, algumas delas representando outros espaços e coletivos feministas. Nas resoluções deste encontro aprovamos um programa para o transporte coletivo que abrangia a defesa dos vagões exclusivos, enquanto uma medida protetiva imediata a qual sabemos que não é auto-suficiente para resolver o problema do assédio e do machismo vivido pelas mulheres no transporte público. Essas resoluções podem ser encontradas no blog do MML.
 


O Descaso dos Governos e a pressão dos movimentos sociais

O fato é que as mulheres que são vítimas do assédio no metrô, são as mesmas vítimas de assédio nos ônibus lotados, são as que correm risco de serem estupradas no caminho de casa para o trabalho ou estudo porque estão nas periferias da cidade, sem segurança ou iluminação pública em seus bairros. Não por outro motivo, em recente pesquisa do Datafolha 73% dos paulistanos se colocaram a favor da medida de criação dos vagões exclusivos.
Nós mulheres do MML-SP prezamos o feminismo classista. Por isso, combinado com a luta ideológica de combate ao machismo, também lutamos e defendermos medidas imediatas que atendam pautas do cotidiano das mulheres trabalhadoras. Sabemos que o projeto de Lei aprovado na assembleia legislativa de São Paulo, só foi pautado nesta casa devido a pressão dos movimentos feministas que denunciaram os alarmantes índices de assédio e estupro que vinham acontecendo no metrô desta cidade. Inclusive nós, do Movimento Mulheres em Luta, tocamos a campanha “Não me encoxa, que eu não te furo” na qual entregamos alfinetes e panfletos com nosso programa de combate a violência para as mulheres nas estações. O objetivo da campanha era justamente denunciar a falta de política pública do Governo do estado para proteger as mulheres e sua postura de incentivar a prática do “xaveco” no trem lotado, em propaganda de rádio.
Por isso, não temos nenhuma ilusão de que essa medida aprovada tem a ver com a preocupação dos parlamentares com a situação vivida pelas mulheres, mas sim é uma resposta a pressão feita pelos movimentos sociais, logo é uma conquista das mulheres trabalhadoras. Porém, mesmo sendo uma conquista ainda é bastante limitada, pois o projeto visa apenas a disponibilidade de um vagão em cada composição e não funcionará nos finais de semana e feriado.

Um vagão não resolve, vem mais luta por ai!

As mulheres são 58% dos usuários do metrô, logo um vagão será completamente insuficiente, da mesma forma que todos sabem que as condições de superlotação do metrô não ocorrem apenas em horários de pico, tão pouco apenas nos dias de semana. Por isso, seguiremos exigindo um projeto consequente para combater a violência contra as mulheres, que passa por atingir todos os meios de transporte da cidade, incluir campanhas de conscientização acerca do problema do assédio as mulheres e do machismo, com fiscalização firme e punição aos assediadores. Exigimos ainda suporte jurídico e atendimento psicossocial paras as mulheres vítimas deste tipo de violência. Além disso, é necessário ampliar a frota e garantir um serviço de transporte público, gratuito e de qualidade para a população em geral, em especial para as mulheres. Por isso, exigimos a aplicação de, pelo menos, 2% do PIB no setor.
Como podemos perceber nossa luta não acaba aqui. Pelo contrário, avaliamos que na sociedade capitalista as demandas das mulheres trabalhadoras não são levadas a sério pelos governos, nem é interesse acabar com o machismo, visto que este contribui com a super-exploração das mulheres e da classe trabalhadora em geral. Nesse sentido seguiremos lutando pelas medidas imediatas, que são direitos nossos, mas travaremos uma batalha incansável para superar o capitalismo e construir uma sociedade em que não exista machismo e que as mulheres sejam verdadeiramente livres.

- Vagão exclusivo para mulheres proporcional ao número de usuárias!
- Suporte jurídico e psicossocial para as vítimas de assédio no transporte coletivo!
- Punição aos agressores!
- Que os governos Federal, estadual e Municipal garantam uma campanha contra o assédio sexual no transporte!
- 2% do PIB para o transporte público

quarta-feira, 16 de julho de 2014

NA COPA AS MULHERES EM LUTA DERAM CARTÃO VERMELHO PARA O TURISMO SEXUAL!


Acabou a Copa do Mundo da FIFA e chega aquele momento de iniciarmos um balanço do “legado” da Copa no Brasil. Infelizmente a seleção brasileira não foi campeã, mas pior que o resultado da nossa seleção em campo, foram as denúncias de turismo sexual que se multiplicaram ao longo do mundial.   



Desde o início a Copa do Mundo foi marcada pela exploração sexual do corpo da mulher brasileira. Antes mesmo de iniciar os jogos, a ADIDAS colocou a venda, através do seu site nos Estados Unidos, camisetas com imagens que fazem apologia ao turismo sexual. Em Florianópolis - SC, que não é uma das cidades-sedes da Copa, mas que recebeu um congresso técnico da FIFA em fevereiro desse ano, as representações das 32 seleções foram recebidas com um encartado “Welcome to Brazil”, dentro de um jornal local, onde continha diversas fotos de mulheres de biquíni e embaixo a propaganda de um clube de streap-tease da cidade. Luciano Huck, conhecido apresentador da Rede Globo, foi denunciado ao Ministério Público por crime de exploração sexual pelo seu quadro “Namorada para Gringo”, quadro que convocava mulheres do Rio de Janeiro a mandarem fotos para tentar arranjar um namorado “gringo” aproveitando a Copa do Mundo.
O resultado de todo esse incentivo ao turismo sexual não poderia dar em resultado diferente: redes de prostituição operando ao redor dos estádios e nas “Fan Fest”, crianças e adolescentes realizando programas nas cidades-sedes a partir de R$ 10,00 e o crescimento dos casos de violência contra a mulher em dias de jogo.
O aumento do turismo sexual já é um histórico da Copa do Mundo. Na África do Sul em 2010, houve um aumento de 63% nos casos de exploração sexual infantil e de 83% no número de ocorrências de abuso sexual contra mulheres. Na Copa da Alemanha, em 2008, não foi diferente, os abusos contra crianças aumentaram em 28% e contra as mulheres em 49%.
No Brasil não se tem ainda um levantamento oficial do impacto da Copa para o turismo sexual. Porém, segundo a Folha de São Paulo, a expectativa que a rede de prostituição aumente seus lucros em 60%. Em Fortaleza – CE, que foi uma das cidades-sede, nos últimos 3 anos, com o fluxo da construção do Estádio e da vinda de estrangeiros, houve um aumento de 150% de exploração sexual de crianças e adolescentes.  Cabe-se lembrar que o Brasil é o 2º país no mundo no ranking do turismo sexual infanto-juvenil e o 1º da América Latina. 
Diante de todo esse quadro, o Movimento Mulheres em Luta de norte ao sul do país esteve nos atos contra as injustiças da Copa, nos canteiros de obras, nos locais de estudo e trabalho com a Campanha “Cartão Vermelho Contra o Turismo Sexual”. Fomos para as ruas levando o nosso cartão vermelho contra ao turismo sexual e também contra todas as injustiças da Copa. Cartão vermelho para o machismo e para o capitalismo, que transforma o corpo da mulher em mercadoria para gerar lucro. 
Damos também cartão vermelho ao Governo Dilma Rousseff (PT) que foi incapaz de realizar campanha efetiva contra o turismo sexual, deixando com que milhares de brasileiras sejam vítimas dessa exploração. Acabou a Copa do Mundo, mas o Movimento Mulheres em Luta não saíra das ruas em defesa das mulheres trabalhadoras!
Ceará

Distrito Federal

Minas Gerais

Pará

Rio Grande do Sul

São Paulo

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Carta às entidades, sindicatos, oposições e movimentos da CSP Conlutas


O Movimento Mulheres em Luta saúda mais uma reunião da Coordenação Nacional da nossa Central Sindical e Popular. Esse é um momento muito importante para a classe trabalhadora desse país.   

Agora, diante dos debates acerca do legado da Copa do Mundo, após sua realização no Brasil e com inúmeras greves acontecendo, a organização e articulação dos sindicatos, entidades e movimentos sociais para lutar pelos nossos direitos e contra as injustiças da Copa se fazem extremamente necessários.   

Nesse sentido e também compreendendo a centralidade do fortalecimento da nossa classe através da organização dos seus setores mais oprimidos é que também gostaríamos de convidar todas as organizações aqui presentes para participarem do Seminário Nacional do MML, que será realizado nos dias 16 e 17 de Agosto, em São Paulo.   

É um seminário nacional para debater as próximas iniciativas da Campanha Nacional Contra a Violência e também elaborar e aprovar o estatuto do Movimento Mulheres em Luta, um passo importante para a legalização jurídica do movimento.   

No seminário haverá a participação da executiva nacional do MML, das executivas estaduais e entidades que constroem o MML. O Movimento Mulheres em Luta é um movimento nacional de Mulheres trabalhadoras filiado a CSP-Conlutas, pois entendemos a luta contra o machismo como uma luta da classe trabalhadora.   

No final de 2013, realizamos o nosso I Encontro Nacional, que contou com a participação de mais de 2000 mulheres. Esse encontro debateu e organizou iniciativas de luta contra a opressão por todo o país. Agora mais um passo importante precisa ser dado, é preciso que continuemos avançando.   

Queremos construir um seminário com forte presença de todos os sindicatos, oposições e movimentos aqui presentes, que fazem parte da Central. Temos certeza que a participação das companheiras que dirigem sindicatos importantes em todo o país, nesse momento em que estão sendo travadas grandes lutas e mobilizações, vai enriquecer e muito essa ferramenta de organização das mulheres trabalhadoras.

domingo, 13 de julho de 2014

MML no Sul da Bahia avança na sua organização

Mosaico de fotos organizado pelo MML do Sul da Bahia
Com objetivo de fortalecer a organização das mulheres nos movimentos populares, sindicatos e demais movimentos classistas na luta contra a opressão à mulher, no Sul da Bahia, o Movimento Mulheres em Luta (MML), convida a todas e todos a participar de sua plenária de apresentação, em Itabuna.

A Plenária ocorrerá no dia 14 de julho de 2014, das 18 às 20 horas, na Sala de Reuniões da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), situada na Praça Laura Conceição, 339, Centro. A atividade irá reforçar a Campanha Nacional Contra a Violência à Mulher na região.

A violência contra o gênero feminino reveste-se de múltiplas formas, seja na mercantilização do corpo pelas grandes empresas, pela agressão física ou simbólica. Pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo apresentou dados alarmantes da violência contra as mulheres no Brasil, onde mais de 2 milhões de mulheres são espancadas por ano, porém apenas 40% denunciam.

A Lei Maria da Penha, lei nº 11.340/06, criou mecanismos para coibir e prevenir a violência contra a mulher, mas precisa ser melhor efetivada com a aplicação de políticas públicas que garantam a sua implantação. Neste sentido, a plenária contará com a participação da Prof.ª Msc. Saskya Miranda Lopes, que irá debater implantação e aplicação da Lei Maria da Penha em Itabuna, Bahia. 

Saskya Lopes é Professora do Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, pesquisadora e coordenadora do Grupo Redireito: revisando direitos em gênero, étnico/raciais, geracionais e sustentabilidade e Vice-coordenadora do SER-Mulher: serviço de referência dos direitos da mulher, no qual desenvolve pesquisas voltadas para as ferramentas protetivas das mulheres em situação de violência.

Enfrentar a violência hoje significa questionar estereótipos, afirmar a igualdade de gênero no âmbito cultural e social, e implantar mecanismos democráticos que sejam capazes de garantir a cidadania plena.

Precisamos levantar a discussão sobre a violência contra a mulher no Sul da Bahia, identificar os principais problemas enfrentados pelas mulheres que sofrem violência física e psicológica, e como combatê-las. É com esse propósito que convidados a todas e todos a participar desta atividade e fortalecer a luta por uma sociedade que garanta a igualdade entre os gêneros.

Contatos:
mml.sulbahia@gmail.com

Evento: 

Visite também o nosso grupo, no facebook: 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

As outras mulheres do Mundial

Por Verónica Zaldívar, do Pan y Rosas da Argentina

Tradução de Odete Cristina, estudante de Letras e militante do Pão e Rosas USP
Era uma vez no Paquistão

“Brazuca” se chama a bola oficial do mundial; contudo as mãos que a fabricaram estão muito longe do país que faz honra ao nome. Em Sialkot, próximo da fronteira do Paquistão com a Índia, uma fabrica com 1400 trabalhadores elabora este componente vital da parafernália mundialista. Ali, mulheres cobertas dos pés a cabeça com seu vestuário tradicional, com o véu cobrindo suas cabeças, encarregam-se manualmente de alguns dos passos finais da fabricação dessa bola. Em Sialkot, como no Brasil ou Argentina, a precarização tem rosto de mulher. Uma trabalhadora de uma das muitas fábricas de elementos esportivos características desta cidade trabalha em media 10 horas por dia, por um salário muito menor que seus parceiros masculinos. 90% das trabalhadoras no Paquistão não tem nenhum tipo de contrato formal nem previdência social, e não é permitido que elas se filiem aos sindicatos. Neste país onde 25% da população vive abaixo da linha da pobreza, cada ano centenas de mulheres são assassinadas nos chamados “crimes de honra”, para salvar o “bom nome” da família por uma falta que haja cometido qualquer um dos membros, se condena à morte ou violação múltipla a uma das mulheres que a integram.

Enquanto isso, no país do Carnaval...
A 14.000 km do Paquistão, no Brasil, a propagandeada criação de postos de trabalho durante os governos do PT se baseou na precarização do trabalho e na terceirização, como na Argentina. A maioria dos postos precários foram ocupados por mulheres e jovens. No Brasil governado por Dilma Rousseff, uma mulher é assassinada a cada duas horas, e as violações são dezenas de milhares a cada ano. Com o Mundial se potencializa um dos aspectos mais sórdidos da violência contra as mulheres: a exploração sexual. Os meios de comunicação argentinos vem divulgando notas com tom “pitoresco” acerca de como “se preparam as prostitutas” para o Mundial, o qual além de chocante, acaba sendo aberrante quando se trata de um destino privilegiado do chamado “turismo sexual”. Calcula-se que umas 40 milhões de pessoas são prostituídas em todo o mundo, enquanto 2,5 milhões são vitimas do tráfico. Os analistas assinalam que o que torna mais vulneráveis as vitimas de tráfico e exploração sexual no Brasil, além da pobreza e das péssimas condições de vida de milhões, é a baixa pena para os exploradores. Existem redes mafiosas cuidadosamente armadas com participação de funcionários e forças repressivas, onde as pessoas são levadas através de certos pontos fronteiriços já conhecidos para estes fins, isso se não as explora no dentro do mesmo país. Para parte da imprensa tudo isso parece não ter a menor gravidade; “La Nación” publicou essa semana, por exemplo, que “ninguém está mais disposto a pôr toda a carne na churrasqueira que as prostitutas da Vila Mimosa, a 'zona vermelha' do Rio de Janeiro”1, voltando à sutil metáfora das mulheres como pedaços de carne em outros parágrafos. É de supor que assim se vêem também as mais de 250.000 meninas prostituídas no Brasil, cujo número aumenta a cada dia ao calor da chegada dos visitantes extrangeiros. 8 milhões de reais é o que investe o governo em programas para frear a prostituição infantil, uma cifra ridícula frente aos 1 bilhão e 800 milhões que foram gastos para os operativos de segurança para o Mundial.

Nenhum 'jogo bonito'
A realização do Mundial não fez senão piorar a situação de grandes setores da população do país, além de provocar a indignação pelo esbanjamento e as negociatas em torno do evento. Enquanto o governo gastou 15 bilhões de dólares no Mundial, uma em cada quatro pessoas sobrevive com um salário-mínimo de US$310, quatro vezes menos do que custam algumas entradas para o evento. Os preparativos já vêm de muito tempo e incluíram a militarização das cidades onde haverá jogos, o despejo violento de mais de 150.000 habitantes dos bairros mais pobres e a morte de operários da construção pelo aceleramento das obras, a pedido da FIFA. Enquanto a Adidas fabrica bolas no Paquistão aproveitando a mão de obra barata, é uma das multinacionais que se beneficia com os US$ 680 milhões em isenções de impostos no Brasil. Mas o governo do PT não está saindo por cima: “o povo 'alegre e passivo' brasileiro foi substituído por um povo lutador, um povo de reivindicações e sonhos que nem sempre cabem no futebol e nas telenovelas”2. Rodoviários, garis, petroleiros, bancários, aeroviários, a comunidade da USP e os metroviários de SP estão entre os setores que vêm entrando em lutas duras por suas reivindicações, demonstrando que junto aos milhares de manifestantes nas ruas, não vão se deixar ofuscar as vistas pelos fogos de artifício de nenhum espetáculo.
1 “Como las selecciones, las prostitutas de Río ya tienen todo listo para jugar su propio Mundial”, La Nación, 10/06/14.
2Iuri Tonelo, “Brasil: el gigante entra a la cancha”, Ideas de Izquierda 10, junio 2014.
Retirado do site: http://nucleopaoerosas.blogspot.com.br/2014/06/as-outras-mulheres-do-mundial.html

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Campanha tocante mostra porque algumas mulheres no mundo estão acompanhando a Copa

 Uma campanha polêmica tem sacudido o Reino Unido e agora o mundo. A #StandUpWorldCup, lançada pela Tender Education and Arts Organization, traz um vídeo que alerta: ”ninguém queria mais que a Inglaterra ganhasse do que as mulheres“, referindo-se à Copa do Mundo e à desclassificação da seleção inglesa.
Isso porque segundo a organização, a violência doméstica cresce 38% quando o time fica fora do campeonato mundial. No vídeo, uma mulher aflita e solitária assiste ao final da última partida; com olhos arregaladas e expressão intensamente assustada, ela desliga a TV e já aguarda pelo pior. A humilhação em campo passa a se refletir nas mulheres que sofrem abusos de seus parceiros, se é que podemos chamá-los dessa maneira.



A ideia da campanha foi baseada num estudo do ex-policial e criminologista Dr. Stuart Kirby, que acompanhou os números de agressão doméstica durante as três últimas Copas do Mundo. Possivelmente furiosos, ou até mesmo bêbados, os homens descontam suas frustrações futebolísticas nas companheiras; mas o estudo também aponta que, mesmo quando a Inglaterra ganha um jogo, os níveis chegam a cerca de 26%.
Em virtude dos números, a polícia se fez mais presente durante este período, emitindo avisos a homens e mulheres antes mesmo do jogo inicial do time e ainda equipando-se de um grupo de inteligência focado em violência doméstica dentro de suas salas de controle.

Assista ao impactante vídeo da campanha abaixo:
 
 



 ”Violência doméstica cresce 38% quando a Inglaterra é eliminada da Copa do Mundo”. Diz a mensagem final do vídeo.





Retirado no dia 07/07/2014 do site: http://www.hypeness.com.br/2014/07/campanha-tocante-mostra-porque-algumas-mulheres-no-mundo-estao-acompanhando-a-copa/